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Pediatras tiram dúvidas sobre cuidados com segurança dos bebês

20/01/2012

Depois que a gente deu uma reportagem sobre a segurança dos bebês no domingo passado (08), muitos telespectadores mandaram mensagens pedindo mais. Você pediu e a gente atende: aí vão mais informações práticas para os pais. Como saber, por exemplo, o momento certo em que o bebê tem que trocar o berço pela caminha?

Deixar os bebês em segurança é uma obsessão dos pais. Semana passada, o Fantástico mostrou como deve ser o berço ideal segundo a Academia Americana de Pediatria para bebês com até seis meses de idade. Colchão firme e sem inclinações. Sem protetores, móbiles ou brinquedos. Dessa forma a gente evita que os bebês se enrosquem nas amarras dos protetores. Ou que travesseiros e cobertores cubram as bocas e narizes deles, impedindo a respiração.

O pediatra Daniel Katayama do departamento de segurança da Sociedade Brasileira de Pediatria mostra os perigos do uso dos protetores.

“A criança pode se enfiar embaixo do protetor. Às vezes tem cordinha e isso pode levar à sufocação”, alerta o pediatra.

O Fantástico levou as dúvidas mais frequentes dos pais para serem esclarecidas.

“O colchão e o travesseiro anti-refluxo são indicados para o bebê? Ou então se seria melhor o colchão reto e o travesseiro em formato de U?”, pergunta a grávida Fernanda Pedra.

“Primeiro, a gente tem que ter essa certeza clínica. A maior parte das crianças que golfam não tem refluxo. Refluxo é uma doença. Vamos trabalhar com aquelas crianças já diagnosticadas com refluxo. De fato a posição levemente inclinada – 15º, 20º – que corresponde a um livro um pouco mais grosso no berço, por gravidade, previne o refluxo”, garante Ricardo Chaves, professor de pediatria da UERJ.

E travesseiros? Bebês precisam mesmo usar travesseiros?

“Os bebês não precisam de travesseiro. A função de um travesseiro é equilibrar a nuca com as costas, onde fica o pescoço. Os bebês têm o pescoço bem curtinho, então não há necessidade desse equilíbrio. A partir do quarto, sexto mês, se for iniciado o uso do travesseiro, ele deve ser pequeno, firme e fino. De forma que equilibre a cabeça e o tronco, abrindo a via aérea, nunca a via aérea pode ficar dobrada, porque a passagem do ar vai ficar prejudicada”, ensina Sandra de Oliveira Campos, pediatra da Unifesp.

Os bebês devem usar mamadeiras e chupetas?

“A imensa maioria das crianças não precisa de mamadeira nem chupeta. A gente contra-indica. A gente defende que as crianças amamentem no seio exclusivamente até os seis meses e na hora dessa alimentação ser continuada, na forma de papa de frutas, de papas salgadas, a ser dada em colher e o líquido ser dado em copo”, orienta Ricardo Chaves.

Mas como fazer com as mães que não conseguem amamentar no peito?

“As crianças que usam mamadeira, eu diria às mães que, por favor, não deixem uma criança tomar uma mamadeira sozinha. Isso tem que ser usados minimamente sob supervisão”, diz o pediatra.

“Eu tenho duas filhas e sempre optei pelo berço tipo chiqueirinho. Gostaria de saber se foi uma boa opção e quais os cuidados que devemos tomar com ele”, pergunta a professora Maria Auxiliadora Cordeiro.

“Os berços de viagem, os berços desmontáveis, os chiqueirinhos, eles ficam no chão. Muitos têm rede. E se eles são desmontáveis, eles devem ser fixados muito adequadamente e travados, porque eles não podem fechar quando o bebê está dentro”, alerta a pediatra Sandra.

A gente viu que cobertores soltos no berço podem ser perigosos. O que deve ser feito naquelas noites mais frias?

“O ideal é não usar cobertor e ter o agasalho adequado para a temperatura ambiente”, diz Daniel Katayama.

“Eu tenho uma filha de 2 anos e 7 meses. No momento a gente já tirou ela do berço e passou para a cama. Isso é correto?”, pergunta a auxiliar de escritório Andressa Priscila.

“A maior parte das crianças que saem do berço, a partir do dois anos deve ir para uma cama baixa, normalmente protegidas por uma grade que ocupa metade, dois terços da cama. E elas rapidamente adquirem essa habilidade de saírem da cama engatinhando. O interessante é que o pai ou a mãe ou o cuidador entre no local em que a criança anda, que a criança dorme, com o olhar da criança. Entre olhando como se fosse uma criança. O que que ela tem acesso? Tomada, brinquedos? O que seja que pra ela possa ser perigoso”, oriente Ricardo Chaves.

Fonte: Site do Fantástico

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