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Onde está a fragilidade deles? (Rafael Tezelli)

15/01/2012

A minha filhota Manuela está crescendo. E a cada dia que passa está mais gordinha, maior e linda. Aos 20 dias de idade, essa mocinha já vomitava bastante e ficava em “seu mundo” retorcendo e descobrindo como fazer passar aquela dor. Foi então que ao repassar ao médico a situação, fizemos um exame para saber do que se tratava. E assim foi descoberto que ela estava com um refluxo e de grau severo. Tadinha, desse tamaninho e sentindo tamanha dor e queimação. É de dar dó! Mas graças a Deus, hoje com 2 meses e meio (já quase uma moça – rs) está medicada e passa bem melhor os seus dias…

Com todo esse quadro e posteriormente dialogando com uma amiga, me questionei se essa fragilidade e delicadeza dos nenéns são pura imagem que fazemos , ou não e até que ponto? O assunto é extenso e cabe reflexão… não acham?

Acompanhando a Manuela dia após dia, vejo que desde cedo eles aprendem muitas coisas. Aprendem a abrir os olhos, a querer enxergar tudo, a ouvir, a mover as mãos e os pés, a querer conversar com você, e simplesmente respirar. Não sabemos ao certo quanto esforço fazem para simplesmente mexer os dedos ou até mesmo respirar. Quanto mais segurar/aguentar uma dor de uma cólica ou refluxo.

Essas pessoinhas são realmente frágeis, pois dependem de nós para tudo e como é bom isso né!? rsrs. São delicadas como,… nenéns. rsrs. Mas por outro lado não vejo tão frágeis assim, mas dependentes de todo o nosso carinho, nossa dedicação e amor. Acredito que recebendo, também, sempre esses ingredientes, eles serão cada vez mais fortes, mais amorosos e crianças felizes.

Adoro enchê-la de beijos, carinho, cheiradas rs, abraços, apertões… para cada vez mais se sentir forte e amada em seu “silêncio”. E em meio a essas dores, soltar aquele sorriso maroto fazendo que nós, papais e mamães, acreditemos que realmente são muito mais fortes que pensamos.

Ame cada vez mais o seu filho(a). Não ache que fazendo gracinhas que julgue bobas, até mesmo na frente de outros adultos, você será um bobo. Dedique muito tempo a amar o seu filho(a). A vida passa tão depressa e quando percebemos, simplesmente tudo passou…

Eu já admiro demais a minha filha por estar lutando para superar essas dores, por aguentar o papai fazendo alongamentos em suas perninhas, por querer respirar e desde cedo decidir querer viver. Amo-a cada vez mais e nessa fragilidade ou não, sempre darei toda a minha atenção, respeito, carinho e amor para que cresça saudavelmente, e tenha em seu coração a certeza que ali existe cumplicidade, amor e amizade entre pai e fiha.

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5 Comentários leave one →
  1. Silvia permalink
    16/01/2012 9:49

    Aprendi algumas lições lendo suas mensagens.

    • 16/01/2012 14:52

      Olá Silvia. Que bom vê-la por aqui. E, ainda mais, sabendo que estamos ajudando de alguma forma. Um grande abraço. Rafael Tezelli.

  2. Solemar Oliveira permalink
    16/01/2012 23:18

    Maria também sofreu com o refluxo e concordo com vc. O tempo passa muito rápido, babe muito, paparique muito, ame muito!!! A recompensa, abraços, beijos, mordidas nada disso tem preço.

  3. 17/01/2012 10:31

    Ta aí uma coisa que sempre refleti, sobre a fragilidade dos bebês… Creio que você colocou muito bem o assunto, são muito dependentes de nós, por isso a fragilidade, mas em força, o nenéns ganham de nós, que se tivessemos uma cólica dessas gritaríamos até mais…. 🙂 Os bebês atravessam muitos obstáculos e conquistam coisas incríveis, quem dera nós adultos pudessemos ter um pouquinho dessa determinação, não é?
    Adorei o texto!
    Abraço!

  4. 20/01/2012 10:28

    Pois é Carol, se fossemos nós com certeza estaríamos “morrendo” com essas dores… Temos muito mais a aprender com eles.Abraços e obrigado pela visita.

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