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Televisão não traz benefícios às crianças menores de 2 anos

14/11/2011
Mas também não é prejudicial se bem usada. É o que sugere uma pesquisa divulgada este mês que afirma ser mais produtivo o contato com um adulto. Em outro estudo, cientistas avaliaram a influência de desenhos animados como Pokemon ou Scooby-Doo no mau comportamento das crianças.

A relação entre as crianças e a televisão sempre foi alvo de polêmica. Agora, uma pesquisa americana sugere que a TV não traz nenhum benefício às habilidades cognitivas e motoras de seu filho antes dos 2 anos de idade.

De acordo com o estudo, o que faz diferença realmente para o desenvolvimento infantil é o contato com os pais. E não só isso: conta também o tipo de ambiente doméstico e as relações entre mãe e filho, por exemplo. Para chegar a essa conclusão, os cientistas avaliaram 872 crianças em três fases diferentes – aos 6 meses de idade, com 1 e 2 anos – e pediram às mães para preencher um questionário sobre os hábitos dos pequenos.

Como diz Sebastião Alves de Souza, psicólogo da clínica Escola VínculoVida, a TV realmente não tem tanta influência antes dos 3 anos. “A criança, nessa fase, ainda não é tão verbal. Ela vai aprender mais com o toque, o cafuné, o aconchego”, diz. A Sociedade Americana de Pediatria, inclusive, não indica programas televisivos até essa idade.

Mas não se preocupe se você deixa seu filho em frente à tela por algum tempo enquanto termina de preparar o jantar ou de se arrumar para sair. De acordo com a pesquisa, apesar de não promover benefícios para o desenvolvimento da criança, os programas televisivos também não trazem prejuízos. Bia Rosenberg, autora do livro “A TV que seu filho vê”, afirma que o importante é não exagerar. “Os pais devem escolher programas adequados e prestar atenção no comportamento do filho, reparar se ele não fica muito agitado após ver TV…”, diz.

Televisão e mau comportamento

Scooby-Doo ou Pokemon poderiam estimular mau comportamento? Em outra pesquisa, também divulgada recentemente, o tema foi a relação entre programas televisivos e as crianças maiores, de 10 a 11 anos de idade.

Pesquisadores da Iowa University, dos Estados Unidos, avaliaram 95 meninas nessa faixa etária e verificaram que elas imitam atitudes “negativas” dos personagens, como fazer fofocas, mostrar desdém e usar uma linguagem mais agressiva. Além de Scooby-Doo e Pokemon, os estudiosos avaliaram programas como American Idol, Lost e Buffy, a Caça Vampiros.

Maria Ângela Carneiro, professora da Faculdade de Educação da PUC-SP, diz que os programas infantis podem, sim, influenciar os comportamentos das crianças. Mas, antes de culpar apenas a televisão, é preciso avaliar o contexto. “Um filme ou desenho, apenas, não vai ser o problema. A questão é que muitas crianças passam um bom tempo vendo TV sozinhas”, diz. Cabe aos pais, então, explicar o que é ou não adequado, pois, a criança vai copiar a fala do personagem simplesmente pelo prazer de imitar. “É por meio do diálogo que ela vai aprender a refletir sobre o que é considerado mau comportamento e deve ser evitado ”, diz.

Como reduzir as horas em frente à televisão

Não é preciso proibir o acesso de seus filhos à TV. Basta tomar alguns cuidados.

  • Escolha, junto com a criança, o que ela realmente quer assistir, em vez de deixá-la zapeando à vontade;
  • Estimule seu filho a se distrair com outras atividades logo após o desenho favorito, como fazer esportes, brincar ou ouvir música;
  • O diálogo é sempre a melhor saída. Reserve um tempo para ver TV junto com a criança e explique a diferença entre ficção e realidade;
  • Leia para seu filho antes mesmo de ele se alfabetizar. Isso vai estimular o interesse dele pela leitura. Em vez de usar a TV como “embalador de sono”, use livros;
  • Limite o tempo e os horários. Deixe que a criança veja TV, por exemplo, só depois de fazer a lição ou até começar o horário da programação adulta. Outra sugestão é fazer um “acordo” com seu filho – reduza o tempo durante a semana, mas deixe um pouco mais aos sábados e domingos.

Texto publicado no site Crescer.
Fontes: Bia Rosenberg, autora do livro “A TV que seu filho vê”, Panda Books; Maria Ângela Carneiro, professora da Faculdade de Educação da PUC-SP; Sebastião Alves de Souza, psicólogo da clínica Escola VínculoVida.

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