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Como iniciar a alimentação do bebê? (Dra. Odeth Oliveira)

10/10/2011

Antes de qualquer coisa, devemos lembrar que o bebê está descobrindo um mundo novo, está em fase de aprendizagem, onde tudo é novidade. O bebê não nasce sabendo comer. Ele precisa ser ensinado. E para isso: Paciência!

É comum as mães se queixarem de que o bebê “joga a comida para a fora” quando começam a comer. Normalmente, as mães se desesperam, acham que a comida está ruim, que o bebê não gosta de comer, que ele não gosta da comida da mamãe, que está sem tempero, que ele está doente… São tantas as dúvidas e receios! A questão é simples. A criança possui um reflexo, chamado reflexo de protusão, que faz com que ele leve a língua à frente da boca e faça uma leve pressão no peito materno para ajudar a saída do leite. Quando ele começa a se alimentar, continua repetindo este reflexo e por isso a alimentação é “jogada para fora”, por isso, é necessário paciência para que a criança entenda o ato de mastigar e engolir o alimento como novos movimentos além do movimento de protusão que continuará existindo. A boa notícia? O bebê aprende muito rápido!

E qual o primeiro alimento que deve ser introduzido?

O primeiro passo é começar com 1 legume cozido no vapor ou com pouca água, em fogo brando e com a panela semi-tampada. Este legume inicialmente é cozido sem temperos. Isso mesmo! Sem temperos e quando falo nisso, refiro-me especialmente ao sal! Já falamos que a criança está em fase de aprendizado, logo, tudo o que ensinarmos para ela neste período terá grande chance de ser reproduzido por toda a vida. Assim ela poderá controlar um pouco mais o sal durante a vida e evitar doenças relacionadas, como a Hipertensão Arterial. Outro motivo é que a criança ainda não está com os rins totalmente formados e vamos evitar sobrecarregá-los neste período. Os demais temperos, sempre naturais, podem ser utilizados, mas não são necessários e procura-se evitá-los inicialmente para que a criança conheça e aprenda a gostar do sabor natural dos alimentos.

Depois de cozido, o legume deve ser amassado com o garfo. Peneiras e Liquidificadores nunca devem ser utilizados, pois são fontes de contaminação, retiram as fibras do alimento que ajudam no controle da glicemia, do colesterol e do intestino; e não estimulam a musculatura da face do bebê e a dentição. Após amassado, deve ser colocado 1 colher de sobremesa de óleo vegetal, preferencialmente, óleo de oliva extra-virgem ou óleo de canola. O óleo não pode deixar de ser colocado. Ele serve para evitar que a criança perca peso, pois legume será servido como se fosse um almoço e substituirá um horário de mamada.

O objetivo de começar com 1 legume só e para observar eventuais alergias, intolerâncias e as preferências naturais da criança. Quando o bebê já conhecer o legume e não tiver tido nenhum problema relacionado, pode incluir outro novo legume junto.

Após isto, acrescenta-se progressivamente, arroz, feijão, carne e fruta nos lanches e o jantar. A fruta não é a primeira a ser introduzida na alimentação do bebê porque, devido ao seu sabor doce, pode fazer com que a criança tenha mais dificuldade para aceitar os demais alimentos. A fruta também deve ser amassada no garfo.

No primeiro ano de vida: evitar oferecer morango devido à grande quantidade de agrotóxico e evitar excesso de frutas cítricas (limão, laranja, tangerina) no primeiro ano de vida devido ao alto grau de alergenicidade, especialmente em crianças que não estão sendo amamentadas. Frutas como abacaxi, laranja e tangerina, devem ser experimentadas antes de oferecer ao bebê, pois se a fruta estiver muito ácida não se deve oferecer ao bebê.

Durante o primeiro ano de vida NÃO deve ser oferecido a criança leite e derivados (incluindo iogurtes feitos para criança) e alimentos que contenham glúten (pães, biscoitos, macarrão, massas, etc) devido ao risco de alergias e intolerâncias.

Também NÃO deve ser oferecido mel no primeiro ano de vida devido ao risco de contaminação por Clostridium botulinum que causa o botulismo infantil (doença que atinge o sistema neurológico da criança).

É importante lembrar que durante todo este processo o Aleitamento Materno deve ser mantido até 2 anos ou mais de vida da criança.

Dúvidas relacionadas à introdução da alimentação complementar, procure um nutricionista!

Fonte: odetholiveira.blogspot.com

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